Desde a última terça-feira a então apresentadora do Fantástico, Patrícia Poeta, ocupou a cadeira que pertenceu a Fátima Bernardes durante 14 anos no Jornal Nacional. Na segunda-feira anterior a troca, houve praticamente uma passagem de faixas, como nos concursos de miss, da antiga, para a nova representante.
O mais interessante é que a tão esperada troca ocupou inacreditáveis 15 minutos do precioso tempo do jornal. A trajetória profissional das duas estrelas, uma entrevista com Patrícia e uma breve apresentação dela mesma, caracterizaram o quinto bloco.
O que o telespectador pode perceber, é que o jornal mais renomado do país teve o seu momento descontração. O recebimento de Patrícia Poeta pelos então apresentadores de pé, a linguagem mais informal e a nítida demonstração de emoções marcaram o encerramento de Fátima no JN.
É inegável que praticamente toda a população que assistia Fátima Bernardes em todos esses anos sentirá a sua falta, mas, certamente, Patrícia Poeta fará um excelente trabalho na apresentação do Jornal Nacional daqui para frente.

Acho que valeria a pena comentar sobre o fato de a transmissão de cargo, transformar-se em pauta do telejornal. Em outras palavras: qual o objetivo do JN ao transformar a "posse" de uma nova jornalística em evento jornalístico para os telespectadores? Isto de fato é notícia relevante, ou expõe tão somente o objetivo maior do jornal, que é o de transmitir emoção aos telespectadores?
ResponderExcluirFernando Oliveira