Por Ana Flávia Nery
Desde 1995 – isso mesmo, 1995 – o programa “Malhação”, exibido pela TV Globo tem um lugarzinho reservado na programação semanal. Não é novidade para ninguém que a atração já alterou – e como – o seu formato, mas sempre buscou priorizar assuntos ligados aos jovens, seu principal público alvo.

Ai está a questão, o jovem. Por estar há tanto tempo no ar e ter que acrescentar a cada edição um tempero novo a história, Malhação tem se distanciado cada vez mais desse público. Haja criatividade dos roteiristas para fazer, a cada ano, histórias diferentes enfocando os mesmos problemas juvenis.
Outro ponto que vale a pena questionar é a utilização de atores adultos, para interpretar papéis de adolescentes na trama. Não é possível que não existam atores adolescentes com talento para protagonizarem a novela. O propósito de Malhação não é divulgar novos talentos? Então, qual o problema de contratar atores entre 13 e 18 anos para interpretar personagens com a mesma faixa etária?
O próprio nome Malhação já perdeu o contexto com que foi criado. Nos primeiros anos da trama, as histórias se passavam em uma academia, se encaixando perfeitamente ao nome da série. Mas, com o passar do tempo, o cenário passou para uma escola, que já fez com que o sentido do nome se perdesse. É lógico que os produtores do programa optaram por continuar com o mesmo nome porque já era conhecido do público, mas não se priorizou o contexto com que o programa estava inserido na atualidade. A edição atual, chamada Malhação Conectados, aparenta que se perdeu na própria história. O enfoque as questões espirituais está tão intenso que, particularmente, me faz pensar que estou assistindo a novela das seis. Os dilemas que movem os adolescentes, está em segundo plano.
É inquestionável que Malhação já fez a alegria de milhares de jovens brasileiros por todos esses anos, mas, infelizmente, tudo o que é bom acaba. Os baixos índices de audiência só confirmam que Malhação já enjoou.
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