quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Rocinha, Retomada e Recomeço

Por Carol Souza




A realização dos eventos "Rio+20" em 2012, a Copa Mundial de futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016 no Brasil, ou conscientização das autoridades para promover a segurança pública? Quaisquer que sejam os motivos, os moradores da Rocinha, da capital fluminense e, por que não, de todo o país, são gratos à parceria feita pelas polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária (com o apoio da Marinha) para ocupar e libertar a comunidade da violência do tráfico. Obviamente, desejava-se esse acontecimento há muito tempo; a favela da Rocinha e o Morro do Alemão- este também ocupado, há um ano- antes eram territórios inacessíveis para a polícia. Motivos? Corrupção vinda dos policiais, que fazia com que os bandidos articulassem a sua defesa; receio da própria população das favelas de ajudar nas operações, uma vez que estas costumavam tirar a vida de inocentes, dentre outros fatores complexos.

Ao contrário do processo de ocupação do Morro do Alemão, as estratégias utilizadas para livrar a rocinha do domínio dos traficantes foram minunciosamente escolhidas. Em primeiro lugar, os agentes não dispararam tiros para executarem a operação, conquistando assim a confiança dos moradores da favela, que deram uma considerável contribuição, e bem mais efetiva, para os policiais, que receberam mais de 300 ligações através do Disk - denúncia em apenas dois dias. Além disso, os policiais já previam a retirada dos traficantes para outras comunidades, como tentou fazer o traficante mais procurado da Rocinha, o Nem, capturado da madrugada da última quinta, dia 10. Mesmo assim, os policiais sabiam que em outras favelas os bandidos já não terão tanta força.Para melhorar a situação, a favela ganhará uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para manter a segurança no local. Contudo, é necessário que se mantenha a segurança juntamente com outras necessidades de uma população, como educação e saúde. É preciso que a retomada da Rocinha e a implantação da UPP seja apenas um primeiro passo para a melhora da qualidade de vida e fomentar a esperança da população da Favela.

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