quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

“Para sempre é apenas o começo”: uma análise crítica sobre as críticas do filme Amanhecer/Parte 1

Por Ingrid Barbosa


    Estreou no dia 18 de novembro a primeira parte do filme Amanhecer. Para os que se identificam com a Saga Crepúsculo a trama foi considerada a mais esperada do ano de 2011. Assim que chegou no cinema da minha cidade fui correndo assistir e apesar de saber que nenhuma adaptação cinematográfica é fiel a literatura, e nem tem como ser (já que um livro explora todos os detalhes da história), considero muito interessante a maneira que o diretor Bill Condon conduziu a trama. 

Muitas críticas surgiram na internet, a maioria expressando pontos de vista negativo em relação ao filme e até mesmo a literatura da autora da Saga Crepúsculo, Stephenie Meyer. A revista Veja também publicou na sua categoria de cinema, um texto da jornalista Isabela Boscov, especializada em crítica cinematográfica. A crítica construída pela jornalista se baseia na atuação dos personagens e o texto tem como título a seguinte frase: “Mas que gente mais blasée”.

Para quem ainda não sabe, a expressão “blasée” é francesa e está na moda. Serve para caracterizar pessoas que observam o mundo com ar de deboche, na certeza que já viu e já sabe de tudo que existe nele e por isso nada mais lhe é agradável ou surpreendente. Ser “blasée” é se achar superior a qualquer influência externa é ter a convicção de que ninguém pode ser melhor que você, porque você, já é bom o bastante. A jornalista da Veja frisa exatamente essa ideia, quando diz que Robert Pattinson (o vampiro Edward) e Kristen Stewart (Bella Swan) não conseguiram evoluir seus personagens, se habituaram a eles e logo não souberam proporcionar em Amanhecer parte 1, a sensação de emoção e envolver seus espectadores. Ela afirma ainda que, lastimavelmente, os atores estão se achando bons demais e, portanto, nutrem a ideia de que não precisam melhorar. Assim então, podemos entender o porquê do seu título tão tendencioso, algo que, a meu ver, não tem fundamento.

A crítica alfineta de todo modo a interpretação dos protagonistas da trama, mas, visualizo a atuação destes, pertinente ao que li no livro. Talvez esse seja o problema das adaptações cinematográficas da Saga Crepúsculo, onde para que os telespectadores possam entender francamente o que acontece na história, tenham que ter realizado a leitura das obras. Um fã da Saga que leu todos os exemplares e depois foi ao cinema acompanhado de alguém que não fez essa leitura sabe do que estou falando. A gente tem que explicar coisas que acompanhando apenas pelo filme não dar pra entender. É o quê ocorre quando, por exemplo, Jacob (Taylor Lautner) sofre o “imprinting” com a filha do casal (Edward e Bella). O fenômeno “imprinting” acontece quando os lobos se apaixonam perdidamente de corpo e alma por alguém. Esse sentimento é mais forte do que qualquer coisa que há no mundo e a alma gêmea do lobo será amada por toda vida, jamais ficando desprotegida. Portanto nada nem ninguém poderá fazer mal a ela.

Amanhecer Parte 1 retrata o casamento, a gravidez e a transformação de Bella Swan (Kristen Stewart) em Vampira. Julgo irrelevantes comentários de pessoas que criticam negativamente a narrativa de Stephenie Meyer, produzindo discursos pejorativo em relação a história. Claro que existem inúmeras narrativas fictícias de Vampiro, Lobisomem e amores impossíveis, mas a autora inovou e encantou muita gente pela maneira que construiu sua obra. Já quanto às críticas em relação às produções cinematográficas, considero como bem vindas, pois, qualquer produção de cinema tem suas gafes, gafes estas que, na maioria das vezes, passam despercebidas ao público de massa mas que precisam ser comentadas.

Algumas gafes são inexplicáveis. Todos sabem que na Saga, o vampiro brilha ao se expor a luz do sol e, no entanto, na lua de mel no Brasil em plena luz do dia na cachoeira da “Ilha Esme” Edward (Robert Pattinson) não aparece, em momento algum, cintilante. Outro aspecto observado é como o pai de Bella, que tanto zela por ela aceita suas desculpas descabidas de uma simples doença, quando na verdade são os dias da sua gestação que vem matando-a aos poucos. Pelo perfil do pai traçados nas produções anteriores, mesmo a garota estando casada, ao conversar com ela com tanta freqüência, o pai iria perceber que alguma coisa estava errada e certamente buscaria a filha onde for que ela estivesse. Pelo que me recordo, na literatura a personagem se limita ao máximo de falar com pai.

Concordo com alguns críticos que afirmam que o filme muda totalmente a partir do momento em que a protagonista descobre estar grávida. A narrativa ganha emoção, tensão e, a trilha sonora faz com que os espectadores lembrem os filmes anteriores. Não tem o que contestar, como na obra, o filme no início é calmo e cria muitas expectativas sobre a lua de mel do casal. No decorrer da narrativa os antigos conflitos voltam a aparecer e como sempre o ator Taylor Lautner dar um show de interpretação. Como ressaltei anteriormente, acredito que certas coisas como o fenômeno “impriting” era uma condição básica da que necessitava ser explicado desde quando Jacob (Taylor Lautner) descobre ser um lobo. Em contra partida, a representação desse fenômeno é mostrado pela primeira vez no final de Amanhecer Parte 1, quando Jacob transbordando de raiva vai pegar a criança dos braços de Rosalie (Lillian Hale) para matá-la, ao pensar que sua amada Bella tinha falecido no parto. Ao se deparar com a criança, olho no olho sofre o “impriting”. Isso possilita ao filme um final eletrizante, enchendo os espectadores de emoção.
A exibição do Brasil no filme foi outro ponto crítico. Muitos se sentem desvalorizados pelo fato de como representaram a cidade do Rio de Janeiro -  samba e festa, como se o Brasil só tivesse isso. As imagens captadas são de várias pessoas sambando alegremente, mas eu pergunto: o Brasil não é reconhecido, pelos outros países, justamente pela alegria do seu povo, o samba no pé e o multiculturalismo? Nosso idioma foi preservado na trama, fazendo com que o ator contracenasse com uma “nativa” falando em português, desobrigando-a falar na língua inglesa. Além disso, as belezas naturais, a tranqüilidade e o aconchego que o nosso país oferece não passaram inutilmente aos nossos olhos.  
Parabenizo a pós-produção do longa-metragem. A computação gráfica e seus efeitos especiais como também, a equipe de maquiagem que caracterizaram impecavelmente a gravidez sofrida de Bella. No filme, uma transformação bem convincente leva os espectadores a acreditar na debilitação da personagem. Bella se transmuta praticamente em morta-viva, os olhos fundos, super magra (apesar do barrigão), cheia de hematomas e de tão fraca sua coluna vertebral chega a quebrar, e apesar de que em filmes tudo é possível, dar pra sentir na sala de cinema o desespero e a tensão dos espectadores ao presenciar a cena.
Bem no finalzinho, o filme traz uma animação que prende nosso olhar diante a tela.  A transformação de Bella em Vampira acontece sob um ponto de vista interior. Em vez de mostrá-la agonizando, lutando contra a queimação provocada pelo veneno o diretor prefere retratar a infiltração do mesmo percorrendo por todas as veias do corpo da personagem até chegar ao coração. Com essa gama de aspectos positivos que descrevi nessa crítica, percebo que Amanhecer supriu minhas expectativas e como fã da Saga, fiquei satisfeita com a produção, embora eu leve em conta que detalhes como no livro eu nunca vou obter nesse tipo de meio. Mas, isso não quer dizer nada em relação a sensação que sentir ao ver  Bella abrindo aqueles olhos vampirescos e em seguida um Black cobrindo toda tela. Só sei que a ansiedade foi incalculável. Estou na comissão de frente da torcida, para que a chegada do próximo longa-metragem aqui no Brasil seja breve.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

GRANDE REPORTAGEM - Thelma Guedes

CRÔNICA
Por Reynaldo Netto

Num outro dia, fui induzido a utilizar minha face jornalística de forma mais escancarada. Estaria presente a tão esperada Thelma Guedes, co-autora do grande sucesso que comoveu e envolveu a família brasileira por inteira (papais e vovôs também), Cordel Encantado. A preparação veio com bastante antecedência; como me apresentar sem ao menos estudar um pouco sobre “a mulher”? E que mulherão!
Thelma é representação viva de talento guiado pelo destino; pode ser como a peça de um tabuleiro colocada perfeitamente no lugar que lhe foi destinada. Um sonho de ser Regina Duarte, depois um ego excêntrico de alcançar Clarice Lispector nas palavras, mas nenhuma inspiração a deixou a quem dos desejos, a autora abre caminhos com as ferramentas próprias de quem é apaixonado pela literatura e sabe fazê-la.
De origens pernambucanas, o traço regionalista acompanhou a autora em Cordel Encantado que misturou o encantamento europeu dos contos de fadas e as expressivas características do povo nordestino com seus “livrinhos” distribuídos num varal. Quanta imaginação e ousadia, como misturar Shakespeare e Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião? Ela conseguiu!

A alegria e harmonia no trabalho desempenhado são estampados nas falas, risos e brincadeiras. A parceria com a também roteirista Duca Rachid foi um elo que agora parece indestrutível, mas gerando frutos tão bons, que nada se perca...
O acaso nesse caso, pode ser representação do sinal divino. O ser supremo parece brincar com os meros mortais, como se fôssemos marionetes e o curso da história estivesse ao sabor do vento. E que vento levou Thelma...mas claro que, sem uma dose extra de talento e persistência talvez não alcançasse um vôo tão sublime.




THELMA NA UESC - UM SEMINÁRIO, MAIS UM CONTO
Por Juliana Silva


“Eu sou filha de nordestinos” foi a primeira declaração de Thelma Guedes na palestra que aconteceu no dia 19 de dezembro de 2011.
Delicadeza, simplicidade e paixão são as palavras que talvez possam definir melhor a passagem da roteirista Thelma Guedes pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Na palestra a autora distribuía elegância ao conversar com os estudantes. Chegou até a dizer que seu ego não era tão grande, quando foi questionada se gostaria de subir no palco.
­A escritora dizia: “Eu sou uma pessoa apaixonada. Sou uma pessoa normal, então eu não vim ensinar nada. Sou ainda uma criança!”
Além de contar como começou a escrever e sua paixão pela literatura, se declarou fã nº 1 da escritora Clarice Lispector e da atriz Regina Duarte, sua vontade se ser artista já era nata. Thelma contou que lançou um livro de poesias, descreveu também sua trajetória como roteirista e como surgiu a ideia de escrever Cordel Encantado, juntamente com Duca, seu último e grande sucesso - confessou que nossas obras estão por vir.
Sobre o maior meio de comunicação de massa, a televisão,  a autora defende que o veículo é um grande transmissor de conhecimento  afirmando que: “A televisão quando bem feita é um veículo para a literatura também.”
Nesse mesmo clima a autora compartilhou com os estudantes algumas dicas de como se tornar um roteirista de sucesso, então anota aí:
1)    É necessário ter um baú de referencias, porque é isso que vai sustentar na carreira profissional, referências literárias, de cinema e televisão.
2)    Muita seriedade com os compromissos, isso é essencial par se manter em foco nesse tipo de trabalho e em qualquer outra atividade profissional.
3)    Saber trabalhar em equipe é fundamental para a realização do trabalho.
4)     E por último, a melhor dica, nunca perca o brilho nos olhos.


O que pareceu ao público, na maioria estudantes, é que Thelma é símbolo de luta e perseverança. A autora fazer uma visita ao nordeste é como se desse um retorno ao público que tanto sonhou com Cordel Encantado. Vontade de ouvir e aprender mais não faltou. Até breve, Thelma! 




CORDEL ENCANTADO E O SEU ENCANTADO CORDEL
Por Ana Flávia Nery



Cordel Encantado mal acabou e já deixou muitas saudades. É raro encontrar um telespectador noveleiro que não tenha gostado dela. O uso de recursos cinematográficos, a qualidade técnica e artística da produção e o texto encantador foram algumas das características que cativou o público e a crítica em geral.
Logo no primeiro capítulo ficou evidente que a novela seria um sucesso. A possibilidade de vivenciar um mundo completamente distante do contexto social que o mundo está passando, agradou e atraiu uma parcela de espectadores que não assistia mais as novelas globais. Como ao se deixar seduzir por uma história que mistura, de uma forma atraente, o mundo dos contos de fadas e do cordel?

A presença maciça da cultura nordestina em toda a trama fez com que a população brasileira como um todo relembrasse do Nordeste, fugindo um pouco de novelas que somente se situam no eixo Rio - São Paulo. Infelizmente – como todas as produções televisivas – alguns equívocos foram cometidos, como por exemplo, a linguagem carregada e a caracterização estereotipada dos personagens.
Contudo, Cordel Encantado conseguiu superar os deslizes e conquistou aos poucos o seu lugar ao sol. A expectativa neste momento é que a Globo mostre mais vezes que ela tem capacidade de fazer novelas interessantes e diferentes, evitando a mesmice de histórias clichês.




CORDELISMO - ORIGENS
Por Carol Souza

   Literatura de cordel ou folheto vem é muito conhecido por nós através dos contos cotidianos da vida nordestina que eram contados oralmente, geralmente em forma rimada e depois transcrita em folhetos. Porém, a verdadeira origem vem de Portugal, no século XVI, na época do Renascimento, quando foi popularizado o registro impresso dos fatos e histórias, normalmente ilustrado pela xilografura, que entretiam a população, já que na Idade Média não existia televisão, rádio, jornais e o conhecimento da escrita e leitura se concentrava em mão de poucos.
    A literatura ambulantes que era o cordel, foi se espalhando logo após para a Espanha, Inglaterra e toda Europa, até chegar na América e parar no Nordeste brasileiro, onde possui uma forte tradição. A diversão que se tinha acontecia nas feiras, onde os trovadores, menestréis e poetas contavam casos de aventuras, romances, ficções e lendas de todos os tipos para quem circulava pela feira, e tudo em forma de rima para facilitar a memorização dos contos, e com o passar do tempo começou o seu registro em folhetos. 
   A chegada ao nordeste se deu em meados do século XIX, onde os cegos e trovadores de feiras traziam as histórias dos feitos e aventuras heroicas de algum personagem guerreiro ou justiceiro nordestino (figura típica daquele período). Seu nome se dá pela forma como tais registros começaram a ser vendidos: pendurados em cordas e exibidos para os compradores. Já aqui no Nordeste, essa cultura de pendurar o cordel não ficou tão vigente; também eram vendidos em forma de livretos. No intuito de reunir os principais nomes do cordel do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro, e hoje os cordéis são vendidos em lonas ou estandes em feiras principalmente do Nordeste.


CRÍTICA DA CRÍTICA 
Por Letícia Ribeiro

    Cordel Encantado foi, Sem dúvidas, uma das grandes surpresas da televisão em 2011, a produção se destacou não apenas pelo texto bem elaborado, mérito das autoras Thelma Guedes, Duca Rachid e Thereza Falcão, mas sim pelo conjunto da obra. Por isso, a novela tornou-se algo recorrente nas redes sociais, não só entre o público comum, mas principalmente entre a crítica que buscava a todo o momento uma “explicação teórica” para o sucesso que a trama vinha alcançando. Uma delas que parece bastante satisfatória foi publicada no site do Istoé Cultura, e assinada por Luciani Gomes.
   Segundo Luciani, a novela global conquistou o público pela ousadia em buscar inspirações nos sonhos e na fantasia, para retratar uma obra de época, sem deixar de ser moderna e em que os telespectadores se identifiquem em algum momento.
   A evolução da nossa teledramaturgia, com obras cada vez mais cotidianas e realistas, tornou-se exagerada e deixou poucos espaços para a fantasia, o público que vive intensamente a rotina da vida contemporânea encontrou na telenovela Cordel Encantado um escape. Marcada pela inovação, a trama trouxe elementos que nos remete aos tradicionais contos de fada misturados inusitadamente com as historias sertaneja e a literatura de cordel. Fundiram-se o conto de um reino europeu, com seus reis, rainhas e nobres, com a narrativa sobre o sertão nordestino, com sertanejos e cangaceiros, criando uma verdadeira fábula.
    O sucesso dessa junção mostra como os telespectadores ainda buscam algo mágico, e que o transporte da vida real, levando-os a viver, nem que seja por alguns instantes, num mundo imaginário, onde príncipes e princesas existam e tenham sempre um final feliz. 
    Em sua essência a telenovela não é totalmente inovadora, nela encontramos ação, comédia, romance e aventura, assim como em todas outras, a diferença é a forma como esses aspectos foram incrementados no roteiro e o ritmo que foi empregado no desenrolar da trama, deixando os telespectadores fisgados na história diariamente. Além disso, outro aspecto que foi muito comentado pela crítica televisiva, foi as imagens com qualidade próximas ao cinema (fotografia feita em 24 quadros), a opção de cores e a iluminação trouxe ainda mais brilho e convencimento à obra.
    A direção de Cordel Encantado, liderada por Amora Mautner e Ricardo Waddington, também merece aplausos, pois quem acompanhou toda a novela pôde perceber como foi trabalhosa sua produção, e mesmo assim, conseguiu ser contínua, sem mostrar desarmonia entre suas partes. Como colocado pela blogueira Amanda Aouad, Cordel Encantado não foi cuidadosa apenas no início, final e cenas importantes. Cada cena, cada capítulo tinha um cuidado especial na direção e fotografia que ajudavam a criar o clima da história e nos envolver a cada dia.  
    A equipe de arte foi muito feliz em suas escolhas, as roupas, os assessórios e os cenários estavam em perfeita harmonia, tanto nas cenas que retratavam o sertão nordestino, quanto nas cenas no reino de Seráfia. De acordo com as figurinistas, Marie Salles e Karla Monteiro, o figurino que mais deu trabalho para ser criado foi o do Rei Augusto, personagem de Carmo Dalla Vecchia. Mas, todas as roupas usadas na novela foram bastante elaboradas.
    Como conseqüência deste trabalho, representado por todos os aspectos já citados e contando ainda com um elenco bem entrosado, Cordel Encantado obteve bons índices de audiência durante sua exibição, entre abril e Setembro de 2011, batendo recordes para o horário das 18h. Além disso, tornou-se praticamente unanimidade entre os críticos televisivos, que concordam em dizer, que a novela teve muito mais acertos do que erro, e, com certeza, já entrou para a história da teledramaturgia brasileira.
    O texto de Luciani Gomes descreveu bem esses aspectos e contando com a ajuda do pesquisador de teledramaturgia da USP Claudino Mayer, expôs de forma clara e objetiva de onde vinha o sucesso da novela e qual foi o grande diferencial da narrativa de Thelma Guedes e Duca Rachid.

TT's DE HOJE: #CordelEncantado
Por Victor Brasileiro


    É indiscutível e inquestionável o grande sucesso que foi a novela Cordel Encantado. A novela foi ao ar em 2011 pela Rede Globo de Televisão e encantou os telespectadores com elementos regionais do nosso Nordeste brasileiro, com suas locações incríveis, brilhante trabalho da direção de arte e a sua fidelidade em relação aos figurinos e, principalmente, o mundo encantado dos contos de fada e fábulas. 
    O fato é que, a maior surpresa dessa novela, foi o repercussão positiva entre um determinado grupo de telespectadores, que por tradição não tem o costume de assistir telenovela. Os jovens. Durante as exibições dos capítulos da novela, o assunto mais falado nas redes sociais - dominada pelos jovens - era Cordel. O fenômeno Cordel, começou a dominar o Facebook, Twitter, Sites e Blogs, que ajudaram ainda mais a consolidar a aceitação da novela entre os jovens e internautas no geral. Um dos blogs que sempre falou de Cordel foi o E Todos Chora, que é um blog que faz sátiras de novela. Em entrevista cedida ao blog (veja AQUI), Thelma revelou que foi tão surpreendente pra ela essa aceitação entre os jovens, que ela quis conhecer o universo deles, ter contato com eles, e com isso decidiu aderir às redes sociais. Infelizmente Cordel Encantado acabou, e deixou saudades, enquanto isso, esperamos que outros sucessos venham  e tragam com eles a fórmula para conquistar e encantar o telespectador.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Concurso público, a melhor alternativa?


Aprovação em um concurso público é a cobiça de muitas pessoas, principalmente quando se está terminando o ensino superior e em busca da tão sonhada estabilidade. No entanto, o caminho para alcançar este objetivo carece de muito empenho e foco.  
A vida de um concurseiro não é fácil, mais do que nunca é preciso muita disciplina nos estudos, e, para isso, o estudante deve utilizar algumas técnicas simples para lhe auxiliar na fixação dos assuntos e na preparação psicológica para a hora do exame. Reservar horas diárias para os livros e apostilas é a primeira dica, além disso, o candidato pode também recorrer a provas anteriores e responder simulados disponíveis em apostilas e na internet, para o dia da realização da prova, o ideal é chegar com antecedência e preparado com todo material necessário como, caneta, documentos, água.
Porém, infelizmente, toda essa dedicação não é garantia de ser aprovado, pois a concorrência na carreira pública cresce cada vez mais, se a estabilidade traduz a cobiça, a necessidade de qualidade, mínima, de vida e inserção social digna revela a desigualdade social, como demonstrado pelas grandes filas formadas para inscrições de alguns concursos públicos.
Recentemente foi realizado seleção para trabalho no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e foi possível observar, através das notas e do número de inscrito para o concurso temporário, o nível dos candidatos que fizeram o exame para concorrer a pouquíssimas vagas e a um salário de apenas 850 reais. Pesquisando em redes sociais podemos encontrar até mesmo pessoas com curso superior completo, que desempregados encontraram neste concurso, uma alternativa provisória.  
O concurso público não é a única opção, a inúmeras carreiras e outras conquistas sócias disponíveis na administração privada. Não apenas em empresas de grande porte, multinacionais, mas em qualquer empresa. Obviamente a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho deve ser considerada, destacando a persistência como um caminho. Entretanto, a iniciativa privada depende do ciclo macroeconômico. Se a economia vai bem, as empresas privadas contratam e dão bônus gordos. Se por outro lado vai mal ou tem uma crise à vista, provavelmente forçará demissões, cancelamento de bônus e retração do crescimento, problema não encontrado no emprego público.Por outro lado, a estabilidade encontrada da carreira pública também tem seu lado negativo, pois pode levar à estagnação, se as coisas já são fáceis e seguras, para que se esforçar, se aperfeiçoar? Como resultados, temos muitas pessoas trabalhando desmotivadas durante anos. E muitos anos mesmo, porque esse é mais um aspecto destacável no carreia público, que praticamente não possui limite de idade para seus funcionários.
Se o seu maior desejo é ser um servidor público, então as palavras-chave são estudo, dedicação e sorte.  Alguns estudam muito e conseguem; outros têm sorte e conseguem e, outros ainda, tentam, tentam e nunca conseguem!
Enfim, o caminho a escolher é muito pessoal, pois como em todas as áreas do mercado de trabalho e na escolha profissional há muitos fatores a analisar, muitas vezes incluindo mudança de cidade ou de estado. Contudo, o concurso público é uma ótima possibilidade.


Por 
Letícia Ribeiro

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Boa Noite...e até breve!

Por Ana Flávia Nery

Desde a última terça-feira a então apresentadora do Fantástico, Patrícia Poeta, ocupou a cadeira que pertenceu a Fátima Bernardes durante 14 anos no Jornal Nacional. Na segunda-feira anterior a troca, houve praticamente uma passagem de faixas, como nos concursos de miss, da antiga, para a nova representante.
O mais interessante é que a tão esperada troca ocupou inacreditáveis 15 minutos do precioso tempo do jornal. A trajetória profissional das duas estrelas, uma entrevista com Patrícia e uma breve apresentação dela mesma, caracterizaram o quinto bloco.

O que o telespectador pode perceber, é que o jornal mais renomado do país teve o seu momento descontração. O recebimento de Patrícia Poeta pelos então apresentadores de pé, a linguagem mais informal e a nítida demonstração de emoções marcaram o encerramento de Fátima no JN.
É inegável que praticamente toda a população que assistia Fátima Bernardes em todos esses anos sentirá a sua falta, mas, certamente, Patrícia Poeta fará um excelente trabalho na apresentação do Jornal Nacional daqui para frente.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O mundo acaba, mas Malhação não...

Por Ana Flávia Nery

Desde 1995 – isso mesmo, 1995 – o programa “Malhação”, exibido pela TV Globo tem um lugarzinho reservado na programação semanal. Não é novidade para ninguém que a atração já alterou – e como – o seu formato, mas sempre buscou priorizar assuntos ligados aos jovens, seu principal público alvo.

          Ai está a questão, o jovem. Por estar há tanto tempo no ar e ter que acrescentar a cada edição um tempero novo a história, Malhação tem se distanciado cada vez mais desse público. Haja criatividade dos roteiristas para fazer, a cada ano, histórias diferentes enfocando os mesmos problemas juvenis.

Outro ponto que vale a pena questionar é a utilização de atores adultos, para interpretar papéis de adolescentes na trama. Não é possível que não existam atores adolescentes com talento para protagonizarem a novela. O propósito de Malhação não é divulgar novos talentos? Então, qual o problema de contratar atores entre 13 e 18 anos para interpretar personagens com a mesma faixa etária?
O próprio nome Malhação já perdeu o contexto com que foi criado. Nos primeiros anos da trama, as histórias se passavam em uma academia, se encaixando perfeitamente ao nome da série. Mas, com o passar do tempo, o cenário passou para uma escola, que já fez com que o sentido do nome se perdesse. É lógico que os produtores do programa optaram por continuar com o mesmo nome porque já era conhecido do público, mas não se priorizou o contexto com que o programa estava inserido na atualidade.

A edição atual, chamada Malhação Conectados, aparenta que se perdeu na própria história. O enfoque as questões espirituais está tão intenso que, particularmente, me faz pensar que estou assistindo a novela das seis. Os dilemas que movem os adolescentes, está em segundo plano.

É inquestionável que Malhação já fez a alegria de milhares de jovens brasileiros por todos esses anos, mas, infelizmente, tudo o que é bom acaba. Os baixos índices de audiência só confirmam que Malhação já enjoou.  


Qual a sua opinião agora, telespectador?

Por Reynaldo Netto

O senador Jorge Viana, do PT do Acre, apresentou, na última segunda-feira (21), a proposta do novo Código Florestal à comissão de Meio Ambiente do Senado. É a última etapa antes da votação em plenário. Foram seis meses de discussão e alguns avanços. Entre eles, por exemplo, a forma de recuperar áreas de reserva legal. Como pode ser visto na primeira reportagem da série que o Jornal Nacional começou a exibir também na segunda.

O novo Código Florestal cria regras para a ocupação de 38% do território brasileiro (são 329 milhões de hectares de terras particulares, que vão de Norte a Sul do país). O código atual é ultrapassado, de 46 anos atrás, o país era predominantemente rural. Hoje, mais de 84% da população é urbana e isso dificulta a posição que o país quer ocupar no mundo.
Mas o projeto do novo Código Florestal, aprovado na Câmara dos Deputados em maio deste ano, não conseguiu o que se esperava dele: dar aos agricultores a segurança jurídica para produzir mais e mais alimentos. E, ao mesmo tempo, avançar na proteção ao meio ambiente.
Na série Globo Natureza, exibida em um dos jornais mais assistidos e prestigiados do país, o Jornal Nacional, a reportagem referente ao Código Florestal tenta cativar o telespectador na aprovação e conscientização dessa proposta. Uso abundante de paisagens naturais, matas, nascentes, rios, animais em seu habitat, agricultura familiar; tudo é usado como forma de conquista também pelo visual, além de um texto com traços românticos que preza a interdependêcia do homem e natureza.
Sustentabilidade ambiental é o objetivo do novo código e a Rede Globo parece pender para esse lado. Além disso, há abundantemente o índice que auxilia no sistema de promoção de valor no meio social, que seriam as entrevistas e relatos de especialistas. Mesmo apresentando-se nas reportagens também algumas contra-propostas, logo em seguida entra a fala compensatória.
Ironia ou não, a reportagem pode por em dúvida o telespectador, mas por doses homeopáticas diárias, o mesmo pode acabar seguindo a grande e potente formadora de opinião. 

Senado por um país sem cigarro?

Por Carol Souza



        Na última terça-feira, dia 22 de novembro, foi a provada a Medida Provisória (MP) que amplia a lei antifumo para todo o país, e isso, como é de se esperar, gera muita polêmica. Para começar, a lei proíbe a existência dos fumódromos em lugares públicos e privados, para proteger o indivíduo do fumo passivo, comprovadamente prejudicial. A controvérsia causada nesse quesito, se dá pelo fato de que muitas pessoas não se importam em estar perto de fumantes, e que consideram inconveniente a medida tomada pelo Senado.

        Para reforçar a lei, o preço do cigarro terá um aumento abissal até 2012, tentando controlar o consumo do mesmo, através do estabelecimento de 300% do IPI para o cigarro. E será que resolve? Quem é viciado e não consegue parar, ou fuma há anos, não vai deixar a prática/hábito pelo aumento do custo (ou pelo menos a grande maioria não o fará). O mesmo resultado, tão falho quanto o do aumento de preço, deve acontecer com a decisão da MP de utilizar mais espaço da embalagem do cigarro para fazer alertas dos malefícios causados pelo tabaco. Mas todos já sabem! Todos enxergam no lado de trás da caixinha! Colocar mais avisos na frente vai adiantar mesmo?

        Talvez uma solução válida seria a da prevenção, uma educação básica sobre os riscos do cigarro e seus prejuízos à saúde, ou seja, uma mudança de hábitos da sociedade como um todo, da mentalidade de crianças, jovens e educadores. Lógico que medidas tomadas pelo Senado são bem-vindas contra o uso do cigarro, mas concentrar forças em medidas preventivas seria bem melhor do que uma conscientização considerada autoritária e até fascista por muitos neste país.